quarta-feira, 3 de abril de 2019

Inicio de Parte de Tudo

Havia um tempo em que nenhum homem conhecia o medo. Um tempo alegre até. O Sol brilhava imenso no céu e os deuses ainda não tinham pensado na noite como uma possibilidade. Era tudo bom e mesmo o mais pobre de alma e tolo ser não conseguia ser vil ainda. Eram tempos bons, embora ninguém soubesse disso naquela época.

Claro, essas coisas nunca duram.

Surgiu então um homem que não estava lá antes. Seu nome não é contado pela história, e aqueles que o conheceram trataram de nunca falar sobre isso para mais ninguém. Mas no mundo se sabe que ele foi o responsável por ser o Pai do Medo. Pois este homem possuía um único e raro talento. Ele era um dos melhores contadores de história da origem do mundo. E em um tempo onde falar e pensar era também uma forma de criar, seus talentos eram muito perigosos. O que, infelizmente para o mundo nesses tempos, era algo que ninguém ainda sabia.

Inicialmente todos ficaram maravilhados com o que ele sabia fazer. Ele pegava a alegria e boas emoções de todos e transformava em algo... Algo novo! Falava de terras fora da perfeição que era onde eles viviam. Terras onde não nasciam todas as plantas em cada canto. Terras onde os animais não eram tão amigos, onde um homem se não se cuidasse poderia até mesmo "se quebrar". Contos e histórias tão distantes de seu mundo.

Foi quando o medo nasceu. Pois as pessoas que ouviam suas histórias começaram a mudar como pensavam. Não dormiam mais tão tranquilas a noite como dormiam antes. E ao não dormirem, viram pela primeira vez que havia momentos em que não havia o que se ver. Em uma parte do tão maravilhosos dia, com o Sol que brilhava imenso no céu e com os deuses tendo criado um momento sem calor e sem luz. Em horas em que os pobres humanos começarem a parar de olhar só para dentro e finalmente verem o lado de fora, de onde o Pai do Medo dizia que havia vindo. Perceberam os sons de animais maiores e ferozes que não pareciam querer apenas acompanhar seus amigos humanos.

Nessa época o mundo ficou mais escuro pela própria desgraça humana. E o Pai do Medo, embora não tenha sido o primeiro homem a ser assassinado naquele tempo, talvez tenha se tornado entre aqueles que o agrediram ferozmente, o mais odiado. Pois não há um monstro que não se recorde dele quando come. Não existe nenhum assassino que quando mate não esteja fazendo secretamente um sacrifício em seu nome. Não há lagrima que não seja derramada por culpa de suas palavras e nem grito desferido no vazio que não possua a sua voz.

Tudo, porquê em uma época de começos, um homem solitário tenha ousado começar a criar suas próprias histórias.

Igor Mota

terça-feira, 2 de abril de 2019

Triste Sina do Pistoleiro

Havia um homem conhecido por ser um assassino
E um pistoleiro
Seu esforço em matar seu alvo era feroz
E sua mira, nada menos do que impecável.
Ele atirava sem mirar,
Acertava sem tentar,
Matava sem chorar.
Pistoleiro ele era e jamais iria por isso se perdoar.
Não importava onde estivesse,
Não importava o que houvesse
Seu único impeto era matar. Igor Mota