Nem sempre somos pessoas agradáveis. E por nem sempre, posso
dizer que é quase sempre. Sempre haverá aqueles que estarão sem paciência,
aqueles que são incapazes de dar carinho a estranhos. Pois o mundo é isso. É
uma grande confusão, na qual metade do tempo não sabemos o que estamos fazendo.
Um bagulho louco, onde as pessoas mais amáveis são sempre capazes dos piores
atos. O que por um certo ponto de vista é até bom. Pois nessa aleatoriedade
estranha de coisas ruins, as coisas boas também podem estar escondidas. Mesmo o
pior dos homens pode em algum momento ajudar uma criança pobre na rua, consolar
alguém que sofreu uma perda e ainda, salvar a vida daqueles que são inimigos.
Pois o mundo é uma coisa estranha.
Fico imaginando todos os monstros queridos que devem ter
nascido na terra. Ou toda as freiras, mulheres de Deus, que odeiam crianças e
são incapazes de um ato genuíno de empatia no mundo. Aquelas pobres crianças
que apanham dos pais, que sofrem, passam fome, sede e ódio. Um dia serão elas “gente
de bem”? É um sonho bobo meu, pensar nessas coisas. Um sonho infantil...
Mas e quantas devem ser as crianças criadas por dois pais
gentis e amorosos, crianças com dinheiro, casa e todo o amor que a vida pode
lhes dar? Quantas dessas devem amar a dor e a agonia de ver um filhote sofrer
em suas mãos? Afirmo com certeza, será um número muito maior do que os pais e
mães amorosos poderiam imaginar. Pois o mundo é isso. Uma confusão de paz,
amor, guerra e ódio girando loucamente em uma gigantesca esfera azul. O ciclo
de amor e ódio é maior do que as pessoas devem imaginar.
É um mundo louco, e coisas loucas acontecem o tempo todo.
Alguns veem alienígenas em todo lugar, e outros veem Jesus, mas dá no mesmo no
fim. As melhores pessoas sempre serão responsáveis por alguns dos piores atos
da humanidade e algumas das pessoas mais terríveis e malignas que já caminharam,
podem um dia executar os atos mais bondosos.
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